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CANTINHO DA POESIA
QUADRO
A água cai em cascatas,
Murmura frases sem sentido
E se espuma em rios.
Ao longe, as montanhas gêmeas
Não mostram do sol as entranhas.
É que ele se maquia
Enquanto a água compõe uma canção
Para saudar o dia.
No rio, um pescador
Prepara sua rede.
E a paisagem lá, estática,
Presa num quadro de parede.
Escrito por Tere às 18h56
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UM DEDO DE PROSA
TÁBUA DE SALVAÇÃO
Eu queria poder não tocar na vida hoje. Silenciar sentimentos e razões. Andar desarmada pelos passeios do júbilo e nenhum arranhão me alcançar.
Ignorar as faces que, esperançosas, rogam o lume do meu amparo para clarear seus breus, e só pensar em mim.
Permitir-me o desatino de negar o gemido do espasmo e sair, estabanada, pela noite fria - solta de todas as amarras.
Recuperar os anos que desperdicei na sombra a sanar aflições alheias e, ao invés, perseguir lúcidos ideais. Desenterrar meus desejos esquecidos, cravá-los e esmagar a sangue-frio as impossibilidades que os impediram de tornarem-se fundamentais realidades.
Desfazer-me das temidas incertezas e arrasá-las, acorrentadas, às prováveis perdas.
Sorrateira, adentrar a inconcebível névoa que encobre os disfarces dos desdéns e desapegá-los, um a um, da cara que os veste.
Corajosa, mergulhar nas ondas furiosas da existência, chocar-me contra os rochedos e partir-me em mil tábuas que não salvarão ninguém.
Recolher meus pedaços espalhados pela brisa da credulidade, juntá-los todos na beleza luminosa que guardei, e condenar minha incabível gratidão pelo que não houve ao extravio do nada.
Revertendo o tempo, livrar-me de afeições que julguei conquistar em doações vãs e doçuras inúteis. Dissolver nas brumas do abandono a nobreza generosa da alma entregue a seres sem merecimentos. Ao falso carinho do olhar que ganhei, devolver outro, vindo da profundeza glacial do desprezo mais sincero.
Apoteótica, voltar a tocar na vida; brandir todos os sentimentos em sinfonia e, vitoriosa, enfim, ir-me enlear no viril e sublime azul que afaga todos os recomeços
Escrito por Tere às 18h53
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UM DEDO DE PROSA
DÚVIDAS
Assalta-me o coração uma angústia imprecisa e impiedosa que não me deixa respirar. Solicita minha alma uma vaga melancolia a me fazer alheia na noite quase fresca em que, sozinha, recordo acontecimentos recentes que assombram minhas lembranças. Qual interpretação terão tido minhas falas e escritos propositadamente compostos para desorientar certezas? Qual impressão terá ficado dos variados estilos a que, em vão, recorri na ânsia de quebrar aquele sempre tão cruel e frio silêncio?
Quem serei? Aquela que morre de amor, ou a que enfrenta e rebate pretendendo provocar ira no afã de conseguir uma reação? Qual será a preferida? A humilde que implora ou a “cheia de si” que determina? Nenhuma das duas, talvez! Mas aquela que acalma - a de sempre: a que doa sem nada receber; a que adora sem dizer; a que chora sem confessar; a que arde no frio e se arrepia no calor; a culpada sem culpa nenhuma; a que é ferida, sangra e não tem quem a cure; a “comum” que não deixa lembranças; a que perdoa o que não há para ser perdoado; a que pede perdão pelo que nem fez; a que escreve por solidão; a que espera sem esperanças...
Escrito por Tere Sarmento às 10h50 [ (0) Gostaria muito de saber sua opinião sobre meus escritos] [ envie esta mensagem ]
Escrito por Tere às 18h46
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REFLEXÃO PARA A SEMANA
“Escrever é fácil: você começa com letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as idéias"
(Pablo Neruda)
Escrito por Tere às 19h00
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“UM POEMA DIFERENTE”
POEMA
Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...
(Clarice Lispector)
Escrito por Tere às 18h58
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AGORA LEIA O MESMO POEMA DE BAIXO PARA CIMA
(Colaboração de Eliana Mara Moreira Vasconcellos)
Escrito por Tere às 18h56
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UM DEDO DE PROSA
A SALA AZUL
Por que, na noite assombrada da fazenda,
Quando eu procurava meu sono em algum canto da sala enorme,
Tu desceste as escadas vinda do teu quarto escuro - o cabelo negro e longo em desalinho - e quase a flutuar dentro da fina camisola clara,
Chegaste até o canto da sala?
Por que pegaste o meu sono e o levaste até a varanda - o luar te iluminava o rosto branco e os olhos frios - e o deixaste fugir pelo terreiro para que eu não o encontrasse?
Por que, em seguida, voltaste para meu rosto teu olhar de medo, procuraste minhas mãos trêmulas e provocaste com teus lábios pálidos meu beijo apaixonado, ali mesmo na varanda?
Depois do beijo, tua boca de lábios rubros murmurou: “Vem” e eu te segui sala adentro - estava frio - abraçamo-nos e o frio virou calor, muito calor e, com o calor, o arrepio. E foste minha, sem a fina camisola clara, com os longos cabelos negros em desalinho e eu não mais podia ver teu rosto branco e teus olhos frios.
Ia amanhecer e, quase flutuando, subiste as escadas de volta ao teu quarto, amarrando na cintura a fina camisola clara - e me deixaste só na sala azul da madrugada. Por quê?
* * *
(continua abaixo)
Escrito por Tere às 18h50
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(continuação)
É noite assombrada na fazenda escura. Subo e desço escadas, olhos arregalados nos negros corredores, e não encontro teu quarto. Onde fica a porta do teu quarto?
Desço a última escada e, em um canto da sala enorme, encontro a sinistra ausência de ti.
Vou até a varanda e percebo que o luar procura, para iluminar, o que é branco e o que é frio, e se retira desconcertado, escuro de ti.
Sei que meu olhar é de medo, e tenho as mãos trêmulas a tatearem as tuas no nada. Meu desvario vê teus lábios pálidos a provocarem meu beijo apaixonado, ali mesmo na varanda.
Enlouquecido, volto sala adentro - está frio - e tu não vens fazer meu frio virar calor, muito calor e,... há um corte na cena: estou só na sala azul da madrugada.
* * *
Muitas noites assombradas na fazenda escura passo insone.
Preciso dormir. Quero meu sono, mas antes ainda preciso de ti. Mais uma vez, quero tornar rubros teus lábios pálidos e quero que tu transformes em calor o arrepio...
Que é de frio.
* * *
Solenemente, vestirei a mortalha cinza da solidão e esperarei o tempo que me resta a sonhar com teu abraço que faz o frio virar calor, muito calor e, com o calor, o arrepio.
Verei, quantas vezes eu quiser, teu rosto branco, teus lábios pálidos - que beijarei rubros -, teus longos cabelos negros em desalinho, e teu amor despindo a fina camisola clara...
Na sala...
Para seres minha.
Alguém, provavelmente, me encontrará no azul da madrugada, morto de saudades quando, enfim, eu achar meu sono e tu não tiveres vindo antes dele.
Escrito por Tere às 18h47
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CANTINHO DA POESIA
Tere Sarmento
Lá do céu, as estrelas nos olham
Como olhos que piscam
Para focalizar a visão.
Nossos olhos se encontram
Com os das estrelas na imensidão
Será que elas entendem de amor?
Ou, inocentes, espiam o nosso despudor?
A noite é dos amantes
Elas não sabem disso?
As noites não são como os dias: errantes.
São, antes, escuridão iluminada por estrelas curiosas.
Elas agora são só olhos faiscantes, almas furiosas
Que lá de cima espiam o que desejariam fazer
E não podem por terem que do céu ser.
Escrito por Tere às 18h44
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PORTUGUÊS
Você sabia disto?
Fico devendo a continuação do emprego da vírgula para a proxima semana, mas vou deixar um trecho para vocês pensarem na pontuação:
“Um fazendeiro tinha um bezerro e a mãe do fazendeiro era também o pai dele.”
(colaboração de Eliana Mara Moreira Vasconcelos)
Escrito por Tere às 18h43
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ENGLISH
Did you know that?
to bring= trazer
to bring up=educar
to bring about= causar, fazer acontecer
to bring out= reveler
to bring forward=apresentar (uma opinião)
See the examples:
1.don´t forget to bring your equipament tomorrow.
2.That old school brings up children under child under a rigid system.
3. Heavy rain and wind brought about great damage to agriculture last night.
4. The`ll bring out the results the results of the competition in one hour.
5. The young engineer brought forward the idea of building a new bridge last week.
Escrito por Tere às 18h42
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MINHAS ATIVIDADES
1.REVISÃO / CORREÇÃO (Português)
trabalhos universitários,relatórios,
cartas,folhetos,artigos,monografias,
e-mails,propagandas,folders,
ensaios,projetos,teses,livros,etc.
Escrito por Tere às 18h39
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2.AULAS PARTICULARES INDIVIDUAIS
*Reforço
*Recuperação
*Acompanhamento Escolar
Português
Inglês
(gram.) de 5a série a 3o ano(EF/EM)
Escrito por Tere às 18h36
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Contato:
Terezinha Sarmento
Fone: (19) 3233-6274
(Campinas – SP)
e-mail: tslinguas@uol.com.br
Escrito por Tere às 18h35
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Mini Curricululum
Terezinha Sarmento
Professora, Escritora e Revisora de textos
Graduação em Letras Português – Inglês
Especialização em Língua Inglesa
Pós-graduação em Letras Português – Inglês
Obra publicada:
"mudas respostas" (prosas e poesias)
Litteris Ed. 1998
Escrito por Tere às 18h33
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